O que você faria pela fama, pelo reconhecimento?Entraria em um reality show para se expor e tentar arrumar um dinheiro mole mole?
Deixaria a calcinha/cueca aparecendo só para os paparazzi arrumarem um dinheiro com suas fotos, e você garantir seus 15 minutos de fama?
Aceitaria o 'desafio' de jogar em 500 times pequenos e, aos 43 anos, jogaria com o time J do Botafogo, só para conseguir fazer 1000 gols e entrar para o hall da fama?
Pois é. Essa é a realidade de Túlio Maravilha, que, após os 40, tenta INCANSAVELMENTE a façanha de fazer 1000 gols, pelas suas contas, é claro.
Neste domingo, o folclórico atacante, como destacou o globo.com, voltou ao Caio Martins e marcou três gols em um amistoso, pasmem, contra o Santos de Angola. UHUL!
Com isso, o ídolo botafoguense chega à marca de 998 gols como profissional. Impressionante.
Impressionante até onde o ser humano vai para ser reconhecido, mesmo que, de qualquer forma, esse já seja.
O Túlio precisa disso? Precisa se expor ao ridículo para fazer, segundo ele, 1000 gols em sua carreira? Não há tal necessidade. Ele já é ídolo. Já está na história do Botafogo. Não precisa de mais nada, muito menos de 1000 gols para ser lembrado.
Assim como Túlio e o Botafogo, critiquei Romário e o Vasco, quando o clube cruzmaltino lançou o projeto Romário Mil Gols, onde transformava jogos-treinos contra times fracos, em amistosos com súmula e o escambau. Mesmo tendo criticado anteriormente, o Botafogo vem e faz isso, e nem ao menos coloca o Túlio para atuar no time titular, como Vasco fez.
Tá errado. Tá tudo errado.
Um ídolo não precisa disso. Não precisa marcar três gols contra o Santos de Angola para chegar aos mil, correndo o risco de ser tachado no futuro pelos jovens de hoje, não mais como o ídolo Túlio Maravilha, e sim como o Túlio que forçou e contou errado a chegada dos mil gols.
Francamente, nem o futebol, nem o Botafogo e nem o Túlio precisam disso. Isso, pra mim, é coisa de fanfarrão.
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