25 de março de 2013

Tá tudo errado!

Mais um teste, mais um sufoco.
Esse é o resumo do que aconteceu com o Brasil nestes três últimos amistosos.
Contra a Inglaterra, uma derrota premeditada. Contra a Itália, um empate amargo. Hoje, contra a Rússia, uma possível vitória se tornou, novamente, um empate. 1x1. Diferente do empate contra a seleção italiana, o resultado de hoje foi terrivelmente pior. Um gol aos 46 do segundo tempo estragou a festa russa.

Pois é, caro leitor, a seleção brasileira, única pentacampeã mundial, ex-número 1 no ranking da Fifa, não vence mais ninguém. E não é pra menos. Apesar de ter sido derrotada, a melhor partida da seleção foi contra a Inglaterra. Demonstrou vontade, além de um certo equilíbrio no campo. Contra a Itália, começou bem, tomou pressão, como de costume, mas arrumou um 2x0 e conseguiu a façanha de ceder um empate vergonhoso. Poderia ter vencido. Hoje, contra a Rússia, nunca vi uma seleção ignorar tanto a amarelinha Foram 15 minutos de sufoco TOTAL da Rússia. O Brasil não conseguia sair do campo defensivo, e quando fazia, errava passes de 3 metros de distância. Além disso, no lance do gol deles, uma troca de passes e chances perdidas que duraram 12 segundos, dentro da nossa área. Uma espécie de bobinho no decorrer do jogo.

A verdade nessa seleção é que, não dá pra querer jogar como o Barcelona, com um 4-3-3, com os famosos jogadores de ponta. Felipão investiu em tal formação nos três últimos amistosos, e nada adiantou. Insistiu em Hulk numa ponta, Neymar na outra e Fred no meio. Não funciona. O Hulk, assim como muitos ali dentro da seleção, é jogador de clube. Quer jogar com três atacantes? Espera o Lucas melhorar. Aí sim.

Mas mesmo assim, essa formação não me convence.

Com os jogadores que temos à disposição, hoje, a melhor solução é jogar num 4-4-2 ou num 3-5-2, que, francamente, é a melhor opção para que voltemos a jogar bem. Fecha atrás com três zagueiros, libera os laterais, que atacam mais do que defendem, joga com um volante fixo e dois meias de armação, ou um camisa 10 e um segundo volante, e dois atacantes.

Tá ótimo. Veja se não dá resultado.

Outro problema a destacar é a falta de um lateral direito nessa seleção. Será que não existe ninguém melhor que o Daniel Alves em atividade no planeta? É impressionante a falta de recursos que o nosso camisa 2 tem. Alguém precisa virar pra ele falar que no Barcelona é uma coisa, na seleção é outra. Nenhum torcedor vê uma jogada de linha de fundo dele. Por que? Simples, no Barça, não há tal necessidade, pois o time só faz jogadas trabalhadas de lado e não possui um centroavante de origem. No seleção brasileira é diferente. Precisamos de cruzamentos para dentro da área.

E o Neymar, hein? É impressionante como me dá um aperto em saber que nossa maior esperança é depositada nele. Mais uma vez, vimos uma atuação nula do camisa 11, além de um show de quedas e jogadas individuais exacerbadas, como no primeiro tempo, quando preferiu chutar ao tocar para Fred, sozinho, na cara do gol. No Santos, Neymar joga com um rei. Na seleção, como o bobo da corte. Precisa, desesperadamente, de um incentivo, de um puxão de orelha, ou até mesmo de um chá de cadeira. Tem que ser convocado, sim, mas tem que aprender a dar valor à camisa da seleção brasileira. Se tiver que aprender do pior modo, que seja barrado na Copa das Confederações. Que seja colocado no segundo tempo, pra correr mais, pra demonstrar mais vontade.

Indiscutivelmente, Neymar é um craque, mas precisa ser modelado para conseguir atuar que nem gente grande numa seleção que parece depender dele. Creio que a ida dele para a Europa em 2014 vai fazer bem para ele, mas até lá, teremos que gritar com ele para deixar de cair e atuar como joga no Santos.

No jogo de hoje, os pontos positivos foram para Júlio César, que não teve culpa no lance do gol; para Thiago Silva, que atuou com titular e mostrou que quem manda na zaga é ele; para Marcelo, dono da camisa 6, indiscutivelmente; para Kaká, que começou perdido no jogo, mas conseguiu se encontrar no final do jogo; e para Fred, que, mais uma vez, salva a seleção.

É bom o Felipão começar a acertar essa equipe, porque se não melhorar, ao que tudo indica, a Copa das Confederações e a Copa do Mundo serão um verdadeiro fiasco para nós, torcedores e sofredores da ex-número 1 do mundo.

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