Não me surpreendeu. É sério.
Os gritos e xingamentos pedindo por Ronaldinho Gaúcho e Kaká eram esperados. E cá entre nós? Até você, que não gosta de nenhum dos dois, esperava ver um com a camisa 10. Mas e aí? Não adiantou nada.
Ambos ficaram de fora e a responsabilidade da camisa 10 cairá toda no jovem Oscar.
Não vejo como um erro grave, e sim como uma desatenção.
Erro mesmo é insistir em Daniel Alves, Jadson e Hulk e deixar os dois medalhões de fora, junto com Ramires.
O primeiro tem a péssima mania de jogar na seleção, da mesma maneira em que joga no Barcelona. "Meu amigo, lá, vocês não têm centroavante fixo, então, você não precisa jogar bola na área. Aqui, na seleção, é diferente. Adapte-se à seleção e pare de fazer besteira".
O segundo... é...não tenho muito o que dizer. As estatísticas não mentem.
O terceiro é uma espécie de Julio Baptista canhoto. Força bruta e chute forte. Mas se você anular sua perna principal, ele 'morre' em campo.
Não entendo tamanha insistência do técnico em manter esses jogadores irregulares na seleção.
A única coisa que não podemos falar mal, é a disposição tática dos times de Felipão, quando o assunto é mata-mata curto. Não podemos negar.
Gostei das convocações de Bernard, Fernando e Jean. São bons jogadores, mas precisam ser aproveitados no elenco. Dos três, o único que certamente terá uma vaga no time titular é o Fernando, cão-de-guarda do Grêmio.
O desespero do torcedor só vem se ele insistir em um 4-3-3, com Hulk, Fred e Neymar no ataque. Isso não faz o menor sentido. O Brasil não pode e não consegue jogar assim.
Por que não fazer um 4-4-2 ou um 3-5-2, com Thiago Silva, David Luiz e Dante na zaga? Você povoa o meio campo, sem dar espaço para bobeiras e erros de passes bobos e aproveita para liberar os laterais que, cá entre nós, são extremamente ofensivos.
Não, você sabe que ele não vai fazer isso, pois o desejo de imitar equipes e seleções de fora é o assunto principal.
Nós não temos equipe para jogar no 4-3-3. Por favor, não insista.
Erros e desatenções serão constantes, mas o futebol é imprevisível, por isso é tão bom gostar desse esporte.
Vai que resolvemos imitar a seleção de 94, quando jogamos com o coração e com a sorte?
Resta torcer.
E muito!
Um abraço,
Yuri Gerstner

Acho ainda mais parecido com 2002. Na época ele barrou o Romário, e olha que era o Romário.
ResponderExcluirQuanto ao esquema táctico usamos o 3-5-2, que era a moda européia, mas de um jeito diferente, porque tínhamos Ronaldo, Rivaldo e Gaúcho voando além de bom apoio nas laterais. Ainda com um toque de sorte na lesão de Emerson, que mais a frente deu vaga a Kleberson que teve atuação de destaque. Se o Brasil ganhar a Copa das Confederações, vou achar totalmente igual a 2002. Lembrando que no banco tínhamos Anderson Polga, Vampeta e Edílson. Não era um verdadeiro banco, mas como bem disse, Felipão é craque em mata-mata, provou ganhando a Copa do Brasil com um Palmeiras muito limitado.
Bom texto, Abraço.