22 de agosto de 2013

Vitória amarga




Pelas oitavas de final da Copa do Brasil, o Cruzeiro recebeu em casa o Flamengo e, como era de se esperar, venceu o confronto.

Maaaaaaaaaaaas, caro leitor, não ficou barato não, viu?

Apesar da vitória, o Flamengo colocou algumas pedras na saída da toca da Raposa, e que, cá entre nós, pode complicar a vida do time mineiro no jogo de volta.

Como eu esperava, o Cruzeiro não ia ter moleza alguma para jogar contra o Flamengo.

Mas teve, de certa forma.

Aos olhos de quase 34 mil torcedores, o Cruzeiro jogou pra cima, como está acostumado. 

Marcou em cima, na pressão mesmo, sem dar chance pro time carioca respirar.

O volante artilheiro, Elias, quase não chegava ao ataque, já que a troca de passes no meio-campo era intensa, e Cáceres, ahh, pobre Cáceres, não estava dando muita conta do recado.

André Santos, contratado para apoiar o ataque, do jeito que está acostumado, nada fez. Estava sumido em campo.

A solução era a ligação direta com Marcelo Moreno, que levou perigo em algumas chances que teve e não deu sossego para o (ex) mito, Dedé.

O Cruzeiro era só ataque. Era Everton Ribeiro de um lado, Ceará do outro, William e Borges cutucando os 'coroas' Chicão e González.

Aos 27 do primeiro tempo, aconteceu o que todo mundo já esperava. 

Em um ataque rápido pela direita, Ceará cruza, Ricardo Goulart (creio eu) desvia, Felipe faz grande defesa e William, meio na sorte, desvia para fazer o primeiro da Raposa.

Cá entre nós, caro leitor, a formação que Mano Menezes optou para iniciar a partida não ajudou em nada. Tentou arrumar um 3-6-1 estranho. Segurando o zagueiro Samir na defesa, pela esquerda, liberando André Santos e Luiz Antônio para o apoio pelas laterais, deixando Elias e Gabriel para apoiarem pelo meio. 

Pra quê?

Qual a finalidade disso?

André Santos estava jogando quase como um terceiro volante, enquanto Elias, jogando recuado para apoiar a zaga, não conseguia atacar.

Gabriel, o menino 'joinha', não vem jogando bola há algumas rodadas e deveria ter sido sacado, ou melhor, não deveria ter sido escalado para aquela partida.

Enfim.

O Flamengo foi se acertando em campo. Mano fez algumas alterações que renderam o bom e velho 4-4-2 ou 4-5-1, com Marcelo Moreno isolado na frente, tendo o apoio de Gabriel e, posteriormente, Carlos Eduardo no ataque.

Aí vem o balde de água fria, parte I...

O bom jogador Everton Ribeiro arma um contra-ataque rápido, pela direita, de novo, toca para Ricardo Goulart que devolve bem para o meia. Aí, meu amigo, ele não perdoou. Fez valer o ingresso da galera.

Chapelou Luiz Antônio dentro da área e encheu o pé. 

Sem chances pro Felipe, que só ficou parado.

Estava ganho.

Ótimo resultado.

Vitória em casa, sem gols.

Eis que chega o balde de água fria, parte II.

Após falha bisonha de Dedé, que ainda não reencontrou seu futebol nos tempos de Vasco, se enrolou ao cortar uma bola, chutando-a no pé de Moreno. A bola foi de encontrou ao gol, bate na trave e sobra pra quem?

Ninguém menos que Carlos Eduardo, o mito da Gávea (hahahaha), que só teve o trabalho de empurrar pras redes.

O mineirão calou-se, como se tivesse perdido o jogo e a vaga.

Apesar da vitória, ficou difícil pro Cruzeiro, pois o gol fora de casa vira critério de desempate, logo, se o Flamengo ganhar por 1 a 0 no Maracanã, a vaga fica pro time carioca.

Aqui no Rio, meu amigo, o buraco vai ser mais em baixo. 

Aqui, o Flamengo conta com o tal do décimo segundo jogador.

Aqui, a diretoria começou a 'mexer os pauzinhos' para reduzir o preço dos ingressos, animando a torcida a ir ao jogo, que acontece no próximo dia 28/08, às 21h50min.

Sinceramente, quero ver o Maraca ferver, pois o confronto será muito bom!

Agora é torcer pra torcida comparecer e pro Mano não inventar formação nova em duelo da Copa do Brasil.

Mata-mata não tem perdão.

Errou, tá fora!


Um abraço,


Yuri Gerstner



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