2 de fevereiro de 2013

Mourinho em xeque?

Buenas noches, mis amigos amantes del fútbol.

Após uma semana longe do blog, cá estou eu, arranhando um espanhol fajuto, mas fique tranquilo, é por um bom motivo.

Como a maioria de vocês não sabe o motivo de minha ausência, decidi começar a publicação explicando-a.

Bem, na última segunda-feira, dia 28, fui jogar bola com uns amigos e tive a infelicidade de me machucar.

Para ser mais específico, sofri lesões no ligamento cruzado e no menisco. Pois é. Estou de cama, com medo de ter que operar o joelho direito. Mas chega de falar disso.

Vamos ao assunto dessa publicação de hoje: A derrota do Real Madrid para o atual 16º colocado do campeonato espanhol. Convenhamos que foi um jogo atípico: 1x0 para o time do Granada, com direito a gol contra do português Cristiano Ronaldo.

Falando em português, outro compatriota de CR7 me chamou a atenção na partida. Ele mesmo. José Mourinho. Considerado por muitos como o melhor técnico do mundo, Mourinho parece não ter acreditado muito na força de vontade do time de Granada. Tudo bem que contou com a sorte, mas antes o time já havia perdido duas chances com um tal de Iñigo López e Nolito.

Ainda de birra com o brasileiro Kaká, Mourinho ficou sem opção para o meio-campo, já que não podia contar com Ozil, e ao que me pareceu, fez toda a diferença no resultado do jogo.

Mourinho teve que optar por Di Maria e Módric que, francamente, não fizeram nada durante o jogo todo, assim como Callejón. Para não ser totalmente injusto, Callejón poderia ter empatado o jogo, mas foi parado pela goleirão Toño.

Com um ataque sem expressão com Higuaín, que foi substituído por Benzema, Cristiano Ronaldo e Callejón, o Real Madrid se viu como time pequeno, desesperado, sem chance contra um time de baixa expressão como o Granada.

Não bastasse o gol contra e os contra-ataques do time adversário, Mourinho olhava para o próprio banco e não via uma solução. Dos sete reservas, Mourinho escalou dois atacantes (Benzema e Callejón), dois zagueiros (Ricardo Carvalho e Albiol), um lateral (Marcelo), um goleiro (Adan) e um volante (Essien).

Agora eu te pergunto, caro leitor, será que um técnico como Mourinho, que se presta a um papel desse, de birra com jogador, e, que mesmo sem seu camisa 10, não escala um meia de ligação? Precisa disso? Por causa dessa falta de opção, Mourinho viu seus comandos se "acomodando" à derrota.

Creio que isso não fazia parte dos planos, né?

Sinceramente, Mourinho deve estar cansado daquilo tudo. Em relação ao Kaká, ele deve ter tido um problema muito sério com o brasileiro. Tudo bem que ele não está em sua melhor fase, mas arriscar jogar com dois volantes e dois meia-atacantes, que não servem para o papel de criação e muito menos colocar alguém do tipo no banco, é infantilidade e excesso de salto alto, tanto que está aí o resultado: 1x0 pro Granada.

Creio que a era de José Mourinho tenha acabado no Real Madrid. É terceiro colocado no Campeonato Espanhol, a 15 pontos do líder Barça, que ainda não jogou. Pelas oitavas da Champions, vai pegar o Manchester United, e pode dar adeus à competição ainda no dia 13. Pra piorar, ainda pode ser despachado pelo Barcelona, nas semifinais da Copa do Rei, dia 27. É, ao que parece, fevereiro poderá trazer grandes surpresas ao técnico português e aos torcedores do Real.


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