17 de março de 2013

É ferro, é aço!

Não costumo escrever sobre o Vasco, mas desta vez, não vou deixar passar, não. Depois do vexame de ter perdido a final da Taça Guanabara pro Botafogo, o Vasco estreou hoje na Taça Rio com o pé esquerdo e foi derrotado pelo Volta Redonda, por 1x0. Impressionante.

Time apático, sem sangue e sem motivação. Sem defesa, sem volante e sem atacante. Sem presidente, sem técnico e sem dinheiro. Mais alguma coisa? Sim, sempre tem mais alguma coisa quando se trata desse elenco formado para a temporada de 2013. 

Quem não acompanha o Vasco, mas acompanhou o jogo de hoje, já sabe do que o time é capaz. É capaz de fazer qualquer torcedor perder a cabeça ainda no primeiro tempo. 

Um time com tamanha tradição, como o Vasco, não pode passar por uma situação dessas. Sem querer desmerecer o time da cidade do aço, nem nada, mas o Vasco não pode perder como perdeu. Se tivesse perdido pelo mesmo 1x0, mas tivesse mostrado vontade dentro de campo, acredito que a maioria de nós, vascaínos, teria entendido, mas não. Foi feio. Foi 1x0 com gosto de goleada.

Mais uma vez, o digníssimo senhor técnico, Gaúcho, teve sua parcela de culpa, ao escalar o time de maneira errada. Colocou um centroavante que não sabe se posicionar. Tirou o Abuda, que vinha jogando bem, e colocou o Sandro Silva de titular. Jogou o Wendel lá pra lateral esquerda com um jogador de origem no banco. Lançou Dakson no meio e deixou Bernardo no banco. É impressionante. Com dez minutos de jogo, todos nós sabíamos que algo estava errado, menos o técnico.

Pra piorar, o time estava perdido em campo. Alguns jogadores, principalmente do meio pra trás, pareciam não ter posição fixa. O Nei era um quinto homem de meio campo. O Dedé, o sexto. Lá na frente, o Éder Luis atuava mais como lateral direito, do que como segundo atacante.

Outro que me surpreendeu, negativamente, claro, foi o Sandro Silva, que estreou com a camisa do Vasco hoje. O cara apresentou um futebol pífio, digno de terceiro reserva. É um primeiro volante com uma boa condição física, mas sem noção nenhuma do que estava fazendo. Errou tudo o que tentou: passes curtos, longos, botes, cabeçadas. Tudo. Me lembrou muito aquele Rafael Carioca, que teve passagem pelo Vasco. Veio cheio de banca, cheio de aplausos e não arrumou nada.
Éder Luis, ahh, Éder Luis. Que decepção. Foi outro que errou tudo o que tentou. Não acertou um cruzamento, chute a gol, nada. Foi vaiado, e muito bem vaiado, por sinal. Mas é aquilo que o meu avô sempre disse: 'Jogador que corre muito, pensa pouco'. E ele não estava errado não. A dificuldade do camisa 7 de fazer duas coisas ao mesmo tempo é nítida.

Por um lado, vejo uma luz no fim do túnel. Ontem, o então técnico do Flamengo, Dorival Jr., pediu demissão e está livre para fechar acordo com outro time. Pelo outro lado, vejo a morte à beira do abismo, já que o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, não vai mover um dedo pra tirar o Gaúcho do time e tentar fazer um contato com Dorival, que por sinal já foi técnico do Vasco.

É difícil ter um elenco tão restrito como esse, além de um técnico e um presidente omissos. É difícil contar com Renato Silva, Sandro Silva, Éder, Romário, Marlone (pelo amor de Deus), Bastos, John Cley, etc. Além do mais, é difícil pegar uma camisa 10 e dar para Carlos Alberto. Peso morto, encerador de bola, chinelo e mau caráter. Não pode.

A realidade é que o Vasco é muito maior que isso. Muito maior que a vontade de um presidente omisso e medroso. Tua imensa torcida bem feliz já está cansada de tantas decepções e mágoas.

Para melhorar, tem que mudar desde lá de cima. Sai presidente, sai patrocinador master, sai distribuidor de material esportivo, sai técnico, sai jogador que não vestir a camisa, que não der o sangue.

Pode ir. A porta é logo ali.

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