14 de abril de 2013

Um pesadelo chamado Flamengo

Hernane volta a marcar após cinco jogos
É, a situação do Fluminense na Taça Rio ficou complicada. Apesar de já estar classificado, por conta da derrota de hoje para o Flamengo, o tricolor carioca foi parar na segunda colocação do grupo B. O que isso muda? Se o campeonato terminasse hoje, o Fluminense teria que encarar o invicto Botafogo, enquanto o primeiro colocado Resende pegaria o Volta Redonda.

Por falar na derrota de hoje, que partida do Flamengo, hein?! Há tempos não via o time rubro-negro com tanta disposição para jogar e vencer um jogo como o de hoje. Aliás, creio que foi a melhor partida do time no campeonato inteiro. Do outro lado da moeda, um Fluminense jogando como time pequeno, nervoso, sem formação definida.

Jorginho iniciou com algumas modificações no time titular. Colocou a zaga certa, com Renato Santos e Gonzalez; tirou João Paulo e colocou Ramon na lateral esquerda; colocou três volantes em campo: Amaral, Renato e Elias; usou o Gabriel como meio armador; e jogou com apenas dois atacantes (aleluia).

O Flamengo iniciou a partida com uma marcação forte, ainda no campo de ataque e logo conseguiu abrir o placar. Após um bom lançamento de Gabriel, Léo Moura cruzou de primeira (aleluia, parte 2) para Hernane, de cabeça, abrir o placar. Logo depois, o pesado e sonolento Carlinhos recebe mais uma bola nas costas e faz pênalti em Rafinha. Renato Urubu Rei Abreu bate bem e amplia o placar.

O Fluminense ficou ainda mais perdido em campo, perdendo bolas bobas, errando passes de três metros e sem criar muitas chances claras de gol. Já no segundo tempo, Ramon cruza rasteiro pra Rafinha, que desvia pro gol e Cavalieri espalma mal, a bola sobra pra Renato Abreu, que não perdoa e amplia o placar. 3x0.

Jorginho começou bem, mas quase colocou tudo a perder
Logo após o terceiro gol do time rubro-negro, as coisas começaram a mudar de lado. Wellinton Nem entrou e deu mais velocidade ao time tricolor. No entanto, o grande motivo do começo da reviravolta veio por conta de uma substituição mal-feita pelo técnico Jorginho. O ex-jogador tirou Gabriel, o melhor jogador da partida e colocou o lateral esquerdo João Paulo, como um ponta-esquerda.

Pronto. Era tudo o que não podia ser feito.

Quer tirar o Gabriel? Ok, mas coloca um cara como Cléber Santana, que entrou depois no lugar do Elias, ou o Rodolfo pra fazer a mesma função. Mas não, Jorginho comprometeu o time todo com tal substituição.

Não demorou muito pro Fluminense começar a criar as chances e a perdê-las também. Diminuiu com Rafael Sóbis, mas não conseguiu marcar mais gols.

Ao som de "eliminado" a torcida do Flamengo se despedia de um Fla-Flu com mais uma vitória. Já a a torcida do Fluminense aceitava a derrota com o argumento de que "já não valia mais nada".

Ok, não valia nada, mas era um Fla-Flu. Era um dos clássicos mais importantes do futebol brasileiro. Como não se importar? Além de ser clássico, a vitória traria tranquilidade para as próximas partidas. Para o Flamengo, a vitória contra o Fluminense trará um sossego para o confronto contra o Remo, pela Copa do Brasil. Já para o Fluminense, a derrota pode trazer um certo incômodo para a partida contra o Caracas, pela Libertadores.

Não é nada, não é nada, o resultado de hoje pode alterar o desempenho das equipes nos próximos jogos.

Gritar eliminado após tomar um sacode no clássico, não serve de argumento. Serve como desculpa para tentar cobrir os erros no jogo de hoje.

Para isso, passe a ver o futebol de uma maneira mais profissional, deixando o tal clubismo de lado. Você ganha mais, caro torcedor.


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