28 de agosto de 2013

Em Brasília é o cacete!

É no sufoco mesmo.
É na raça. 
É no peso da torcida. 
Incomoda, meu amigo. Incomoda, e muito!
Ainda mais agora, que os 50 mil estão ali, no teu cangote, colados no gramado. 
Aqui, o buraco é mais em baixo. 
Aqui, o frio pra você, em dia de jogo no Maracanã, é calor pra nós cariocas. 
Pra quê jogar em Brasília, meu amigo? 
O Maracanã é a casa do Flamengo, e não há como tentar levar o time pra outro estádio.
Por mais que tenham torcida em todo o mundo, 'não há lugar como o nosso lar'.
Aqui, mesmo em uma fase não muito boa, o torcedor lota o estádio.
Contra o Flamengo, são 12 jogadores em campo. Hoje, o Cruzeiro, em vantagem, achou que não faria diferença.
Pronto.
Enfrentaram um Flamengo sem criação, mas com mais de 50 mil em campo.
Não há vantagem que segure tamanha pressão. 
E Eliás, sempre ele, fazendo a alegria do torcedor rubro-negro. 
Mesmo apagado, aos 43 do segundo tempo resolve a partida.
Pronto, não precisa mais de nada. 
É choro, é suor, é hino cantado.
Até princípio de briga teve. 
Não adianta tentar entender, Cruzeiro.
Quando o futebol do Flamengo não os impressiona, a torcida faz por onde, e olha, faz tremer qualquer um. 
É aceitar. 
Aproveitando o embalo, uma crítica: time grande que joga como time pequeno, retrancado, fazendo cera, em jogo mata-mata, TEM MAIS É QUE PERDER MESMO.
Foi assim com o Grêmio na Libertadores, e agora, com os mineiros. 
A bola pune, meus amigos, e a torcida do Flamengo também. 

Um abraço,

Yuri Ribeiro Gerstner


Um comentário:

  1. Exatamente me caro Watson. srrsrs.
    Antes de qualquer coisa, time que joga retrancando e fazendo cera, tem que perder mesmo.

    o mais legal foi ver o Dedé arrancando a camisa de raiva quando viu o gol srrs.

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